quarta-feira, 23 de julho de 2014

Exumania




Tomamos a liberdade de separar um parágrafo de apresentação escrito por nosso irmão para que os leitores tenham condições de saber como o texto deve ser lido. Suprimimos também um parágrafo inicial que julgamos dispensável para nosso objetivo neste blog.

Umbandista – siga os ensinamentos de Paulo Apóstolo:

“Examinai tudo e retendes o que é bom!!”


Texto de autoria de Cláudio Zeus.

Antes ainda que leiam quaisquer de nossos textos é preciso que se diga que RACIOCÍNIO e MENTE ABERTA para isto são quesitos extremamente necessários, pois a defesa irracional e desmedida de qualquer princípio, apenas porque assim aprendemos e achamos que é como tem que ser, chama-se FANATISMO e isto não é positivo em qualquer crença já que nos bloqueia o raciocínio e nos impinge a aceitar somente o que aprendemos, na maior parte das vezes no "de boca em boca", tendo sofrido neste caminho, as mais diversas variações segundo as vontades dos que repassaram e dos que nos "ensinaram".

Achou alguma coisa que contradiz o que você aprendeu? Então pare, pense, repense, compare, chame lá de dentro de você mesmo uma coisa chamada RAZÃO e depois então monte sua própria conclusão.

Vamos ao texto do Cláudio:

Vamos ao nosso primeiro tema, já polêmico e desconcertante, a partir do momento em que por motivos de defesa do mito (até com certa razão) alguns passaram a criar defesas tão fantasiosas quanto contradicentes que, pelo que se observa, acabou criando um movimento que nós apelidamos de EXUMANIA.

Observemos, navegando pelas Comunidades de Umbanda que entre um, dois ou cinco temas diferentes, sempre temas semelhantes aparecem em seguida abordando quase sempre as mesmas perguntas:

Quem é Exu? Exu é diabo? Exu é Orixá? Exu faz o bem e o mal? Mata-se para Exu na Umbanda? Exu dá e tira? Exu é catiço? Você mataria um bicho pra salvar uma vida humana?

Pode observar que os temas sobre Exus estão presentes sempre e em muito maior quantidade do que qualquer tema sobre Pretos Velhos, Caboclos, Crianças (esses sim os verdadeiros representantes da Umbanda no Brasil), sendo que esses três últimos, quando são evocados, pouquíssimas são as participações. Parece até que conhecer sobre Exus é conhecer Umbanda!

Mas por que essa atração por Exus e Pomba giras? O que essas entidades trazem consigo que tanta curiosidade e ao mesmo tempo tantas controvérsias criam? Você mesmo vai chegar à sua conclusão ao final desta matéria. Mas leia-a por completo para que esta conclusão e outras mais não pequem pela ausência de subsídios razoáveis.

Vamos "começar do começo" (redundância forçada) observando que quando não existia Umbanda no Brasil (antes de 15 de novembro de 1908) já existiam Caboclos e Pretos velhos que baixavam nas já famosas "macumbas cariocas" que já eram, em síntese, uma mistura de cultos. Só que neste período "baixavam", SEM LEI, SEM DOUTRINA, SEM OBJETIVOS MAIORES que não fossem o atendimento a algumas necessidades humanas imediatas em sua maior parte e, principalmente sem que se importassem de estarem fazendo um bem para alguém e/ou fazendo um mal para outrem por decorrência, sendo a maioria dos mesmos que assim se apresentavam, usados pelos humanos, tanto para bons procedimentos quanto para demandas.

Tudo indica que ainda no Plano Astral já haviam entidades que se importavam com isto e, segundo a história da criação da UMBANDA, essas entidades não encontravam campo para suas atuações positivas no meios desses cultos desorganizados e sem lei e por isto precisavam se reunir em grupamentos com leis e objetivos bem discriminados, o que as levou a iniciarem um movimento Astral que culminou na Criação da UMBANDA anunciada pelo CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS. Pois muito bem. Paralelamente e até concomitantemente, existiam grupamentos mediúnicos que lidavam com entidades que se apresentavam como Exus num outro movimento espiritual que recebeu o nome (apelido*) de QUIMBANDA. Nesses grupamentos a "magia" era totalmente voltada para objetivos materiais e imediatos, com tentativas de alcance de objetivos, fosse por que meios fossem, na base da força e através de espíritos bastante "materializados" e normalmente "marginalizados" que não se importavam com o que deveriam fazer - faziam desde que lhes fossem pagos certos "presentes", dentre os quais o sangue sacrifícial de bodes, galos e até bois.

Numa análise rápida e superficial porque não nos interessa entrar muito por esta porta, isto era a QUIMBANDA no período em que a UMBANDA aconteceu e estava se firmando e assim eram os EXUS que se conhecia então - espíritos marginais, SEM LEI, que faziam qualquer coisa por trocas e presentes, bem semelhantes (mas nem de longe iguais) ao que seria o tal do diabo das religiões católicas.

Calminha aí os EXUMANÍACOS, porque estamos falando de um passado que deve ser conhecido, até para que entendamos o que são os EXUS DE UMBANDA nos dias de hoje.

Continuando ... Essas entidades eram tão perigosas por sua total marginalidade frente à evolução e a qualquer tipo de LEI ou DOUTRINA, que eram temidas, sabendo-se até mesmo de locais em que os médiuns eram acorrentados à parede, tal era o grau de selvageria e agressividade que lhes era peculiar quando "montados" por seus Exus.

É preciso que se explique bem e LOGO AQUI, que o termo KIUMBA, hoje tão usado, foi criado muito recentemente, na década de 60, se não me engano, pelo finado W.W. da Matta e Silva, no intento de diferenciar os Exus que já estavam vindo na Umbanda, dos Exus que ainda se mantinham SEM LEI, mas que esse termo é reconhecido apenas por nós - é uma classificação NOSSA - porque você nunca viu ou ouviu e nem ouvirá ou verá, qualquer entidade que se apresente selvagemente numa gira de desobsessão ou descarrego se apresentando como KIUMBA "X", KIUMBA "Y" e daí por diante. E se viu ou ouviu pode estar certo de que foi O MÉDIUM FALANDO PELA ENTIDADE e não esta em verdade!

Se voltarmos ao início da VERDADEIRA UMBANDA (a que foi criada em 1908 porque o que havia antes era qualquer coisa menos UMBANDA), um culto com claros objetivos de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DELES E NOSSA, ATRAVÉS DA CARIDADE, veremos até que Exus não eram permitidos a não ser em casos muito especiais e sempre sob comando de entidades espirituais que já tinham condições de serem UMBANDISTAS, o que não os impedia de tentarem ir se aproximando desse NOVO CULTO, como AUXILIARES, ao mesmo tempo em que iam aprendendo com os mais evoluídos (MAIS CONSCIENTES DAS "NOVAS" VERDADES ESPIRITUAIS) novas formas de comportamento e de visão da espiritualidade inclusive, tudo muito diferente do que conheciam nos grupamentos QUIMBANDISTAS de onde eram provenientes.

Também paralelamente ao MOVIMENTO UMBANDISTA ORIGINAL desenvolviam-se outros grupamentos mediúnicos mais abertos (se podemos dizer assim), menos rígidos nos controles às entidades e que passaram a se auto-rotular de Umbandas, APÓS TEREM CONHECIMENTO DA EXISTÊNCIA DESSE CULTO, já que viram esse "direito" no fato de também darem passagem a Pretos Velhos e Caboclos (e só por isto já que as doutrinas e ritualísticas eram totalmente diferentes).

Esses, talvez por suas raízes africanas e o reconhecimento de um "orixá" de nome Exu em suas hostes, foram mais condescendentes em relação à participação dos Exus CATIÇOS (humanos desencarnados e não orixás) em seus terreiros, o que veio a confundir muito, nos dias de hoje, quando se tenta descobrir se os Exus sempre estiveram presentes na Umbanda ou se não!

A resposta certa para essa dúvida é NÃO! As falanges de Exus não faziam parte das falanges ou grupamentos espirituais que deram início à Umbanda Original no Brasil e sim de alguns cultos que se agregaram e se auto-rotularam UMBANDAS já no período em que ela ia crescendo em número de Tendas e ia se alastrando naquela velha forma deteriorante do "de boca em boca". Lembremo-nos que nessa época, nem o rádio existia no Brasil e jornais, uns poucos que muito certamente não contribuiriam com a divulgação de outro culto que não fosse o catolicismo, religião dominante nesse período. Foi somente em 1933 que foram publicados os primeiros artigos sobre Umbanda, escritos por Leal de Souza sob o título: "O Espiritismo e as Sete Linhas de Umbanda", mas quando vieram a público já haviam se criado muitas outras Umbandas, incluindo-se aí a criada pelo Caboclo Mirim, que em fundamentos e ritualística, muito já diferia do que fora proposto antes, exceto em seus objetivos principais (isto não é uma crítica e sim uma constatação e fatos).

Pois muito bem, o fato é que algumas entidades que pertenciam à Quimbanda em suas formas de Exus, foram, ao longo do tempo, adentrando às mais diversas Umbandas que se criaram então e, quando elas eram UMBANDAS DE VERDADE (as que mantinham o lema de trabalhar com espíritos para a caridade e a consequente evolução destes) eram doutrinados (recebiam controle e orientação sobre seus comportamentos e determinações sobre o que poderiam ou não poderiam fazer) e recebiam o título de "Exus Batizados na Lei de Umbanda" (batizados = iniciados na Lei) ou simplesmente "BATIZADOS" e, ao longo do tempo, eram considerados "COROADOS" aqueles espíritos que já tinham dado provas de que tinham aprendido a trabalhar segundo as Leis de Umbanda e nos quais se podia confiar como verdadeiros amigos.

Na fase anterior à de "BATIZADOS" recebiam o título de EXUS PAGÃOS, que seria o que hoje chamamos de KIUMBAS. Mas perceba bem que todos esses "títulos" lhes era dado por nós, os encarnados, porque eles todos sempre se apresentaram (e se apresentam ainda hoje) como Exus, fossem pagãos, batizados ou coroados.

Em Terreiros de UMBANDA DE VERDADE (pouco importando aí a raiz doutrinária desta Umbanda, se africana, kardequizada, católica, ameríndia etc.), quando Exu chegava era para TRABALHAR e sempre, como já disse, sob controle de entidades Chefes de Terreiro (Caboclos ou Pretos Velhos) que inclusive, em muitos casos, mesmo nas giras a eles dedicadas (quando existiam) mantinham-se em terra e determinavam qual Exu poderia falar com o público, qual não estava ainda preparado, o que poderiam fazer ou não e depois, na hora certa, os mandavam "subir".

Por que eu usei o termo UMBANDA DE VERDADE? Porque já haviam muitos Terreiros em que os Exus chegavam e, por suas capacidades de envolvimento psicológico, sempre com boas conversas, elogios aqui e ali, um abraço, um trabalhinho de auxílio muito bem feito acolá, iam paulatinamente, impondo seus ritmos e formas de trabalho a ponto de alguns Terreiros que continuaram se dizendo "de Umbanda" irem aumentando o número de Giras de Exus, diminuindo as de Pretos Velhos e Caboclos e chegarem a passar o COMANDO GERAL DE SUAS GIRAS a esses mesmos que deveriam estar ali para aprenderem com espíritos de maior conhecimento e evolução.

O que mais acontecia (e acontece até hoje) é que os ESPÍRITOS EXUS que assim procediam, vistos pelo prisma da UMBANDA DE VERDADE, não eram sequer COROADOS - no máximo BATIZADOS e com algum conhecimento dos princípios e objetivos Umbandistas, INDEPENDENTE do conhecimento que tinham sobre como desmanchar trabalhos ou fazê-los, sobre como influenciar o mental de pessoas sempre carentes, como incitar-lhes a FÉ neles mesmos (tudo aprendido ainda pelos lados da Quimbanda) e, como eram no máximo "BATIZADOS", mas não CONFIRMADOS (ou COROADOS) na Lei de Umbanda, continuavam, embora em menor escala, tanto ajudando quanto atrapalhando a vida alheia, como em casos, em que se criavam DEMANDAS entre Terreiros (não querem saber a verdade?), por exemplo, sempre comandadas pelo "Exu Tal" ou a "Pomba Gira Qual" que a exemplo dos "deuses" mitológicos, inclusive o bíblico Jeová em épocas mais remotas, eram invocados para guiarem seus "filhos de fé" contra outros "filhos de fé".

E como eu posso afirmar que esses Exus não eram CONFIRMADOS ou COROADOS?

O simples fato de saberem ser ESPÍRITOS AUXILIARES (que deveriam estar aprendendo mais) e envolverem os encarnados mais ingênuos até o ponto de lhes ser concedida a Chefia do Terreiro já nos demonstra isto, pois Exu COROADO (hoje também chamado GUARDIÃO) tem que saber muito bem o seu lugar dentro da UMBANDA e BATER CABEÇA para Pretos Velhos e Caboclos e nunca tentar fazer com que esses valores se invertam, porque aí o Terreiro já virou de QUIMBANDA, ainda que insistam em chamá-lo de "Umbanda" - verdade dura para muitos, eu sei. Mas VERDADE PURA!

Pois muito bem. Por toda essa história (que ainda foi muito superficial) dos Exus que vieram das Quimbandas, somando-se às lendas sobre o "Exu Orixá" dos cultos Nagôs que também auferiam a esse mito personalizado comportamentos nada adequados à civilização e ao que a sociedade compreendia e compreende como correto, tanto o "Exu Orixá" dos cultos afro, quanto o "Exu Catiço" das Quimbandas e Umbandas, foram assemelhados à figura também mitológica do diabo católico ... inclusive pelos próprios quimbandistas e muitos umbandistas (outra verdade dura) que parecem ter adorado usar essa imagens diabólicas que o comércio criou como de Exus em suas firmezas, tronqueiras, etc., o que corroborou ainda mais para a crença de que "EXU É O PRÓPRIO DIABO", crença esta que perdura e é incentivada e até aclamada por certos segmentos de certas ... "igrejas".

Com o ataque direto dessas "certas igrejas" ao mito Exu que se acentuou mais recentemente (desde a década de 70), impondo-lhes a culpa de todos os males da humanidade (Oh, Céus!), aconteceu uma reação por parte dos que vou chamar espiritualistas, exatamente em defesa do mito, o que seria até apreciável se esse movimento contra não extrapolasse e não começasse a atingir níveis fantasiosos e fanatizantes que, muito mais do que apenas defenderem e demonstrarem as incoerências, exageram e chegam a creditar a Exu (que em vários textos são confundidos - "Exu Orixá"/"Exu Catiço") até comandos da Natureza que nem aos ditos Orixás são dados. Em resumo, estão tentando, em muitas vezes, desqualificar as afirmações de que "Exu é o diabo" através de afirmações desprovidas de fundamento (por não conhecerem a verdadeira essência das falanges de Exus) e fantasias oníricas criadas por suas próprias mentes ou até mesmo por algum Exu apenas batizado que os acompanhe, intua e que se regozije com esses "NOVOS ATRIBUTOS" que estão usando para enaltecê-lo(s), ou seja, muita incoerência para combater incoerências.

E mais incoerências ainda vemos, quando no meio desses mesmos que afirmam que EXU NÃO É O DIABO, há os que ainda mantém em suas tronqueiras e até em uns certos lugares que não pretendo citar agora, onde lhes vão render homenagens diversos Terreiros, AS MESMAS IMAGENS DEMONÍACAS criadas há dezenas de anos atrás para representarem quem...? OS EXUS!

A mania de Exus (ou EXUMANIA) vem crescendo tanto em função dessas "maravilhas" que agora lhes estão creditando, que encontramos até pessoas que deveriam ser mais espertas pelo nível cultural que demonstram, mas que são capazes de afirmar, com todas as letras, que os Exus são entidades em evolução (até aí tudo bem) em nível até superior ao dos Pretos e Caboclos, o que só pode acontecer ou ser verdade se os Pretos e Caboclos a que se referem forem tão Exus quanto os que, mais honestamente, se apresentam como tal - mais uma verdade dura que muitos insistem em não ver - fato este muito comum nas Quimbandas (mesmo as que se rotulam de umbandas), onde quem manda é Exu.

O pouco conhecimento sobre a essência das falanges de Exus (e os excessos de fantasias e "mistérios" que se divulgam) faz com que alguns afirmem (ora vejam só) que estando frente a frente com um Tranca Ruas, por exemplo, logicamente estão frente a um guardião, o que pode ser a maior das inverdades. Esquecem-se (ou nunca souberam pela pouca informação que têm nesse sentido) que os Exus batizados e os pagãos (kiumbas) também se apresentam com os mesmos nomes (Tranca Ruas, Tiriri, Marabô, etc.), não sendo o nome de falange qualquer segurança que garanta estar-se falando com um coroado.

E aí ... como Exu virou chamariz até mesmo para giras de terreiros que pretendem medir seus potenciais pelo número de assistentes que lota suas dependências (pobres cegos, guias de cegos), pipocam no mercado, além das imagens diabólicas que demonstram que Exu não é diabo (?), cursos e mais cursos sobre "o mistério" Exu, que só virou mistério mesmo pra incentivar a curiosidade dos iniciantes.

Há pouco tivemos acesso a um texto de um certo autor que diz ter psicografado uma mensagem de um certo Exu que, entre outros exageros, chega a afirmar em um trecho de "sua fala": "Eu sou movimento. Não sou as ondas do mar, mas eu as faço movimentar-se...Não sou as estrelas na abóbada celeste, mas meu movimento faz a sua luz chegar até as retinas humanas... Não sou o ar que perpassa as folhas, mas as suas moléculas e partículas atômicas são mantidas em coesão e movimentadas pela minha força...."

Sem pretender "espichar assunto", só pela possibilidade de uma ENTIDADE (UM ESPÍRITO como qualquer outro) ter tentado sugerir as possibilidades acima, já poderíamos dispensar até "DEUS" de seus atributos, já que se as partículas atômicas são mantidas em coesão pela força de UM ESPÍRITO (o tal "Exu" psicógrafo), provavelmente também foi ele quem criou e mantém o Universo.

Mais incrível ainda do que o fato de um Exu poder ter dito isto realmente(afinal seria um Exu, envolvente como a maioria deles, não se sabendo se pagão ou batizado, porque um coroado não cometeria este desatino), é o fato de as pessoas que leram não perceberem a incoerência (esta e outras). Isso se deve especificamente ao grau de envolvimento e encantamento que adquiriram, tanto com essa entidades quanto com as fantasias que se criam diuturnamente sobre "seus poderes", "suas forças", "seus direitos de julgar e penalizar" e um outro tanto de lendas que alardeiam por aí afora.

O que a EXUMANIA está criando?

Seguidores encantados, embevecidos por lendas e fanatizados que, além de não compreenderem as verdadeiras funções dos Exus na UMBANDA (provavelmente porque quem lhes ensinou também não sabia), ainda acham que, apenas por estarem frequentando este ou aquele grupamento espiritual, o Exu que aparece por meio de suas mediunidades TEM QUE SER UM COROADO! Mas nem querem saber que foram muito e muitos antes deles que assim pensando, hoje PAGAM DÍZIMOS por terem tido suas vidas viradas "de ponta cabeça".

Hoje (como antes também) vemos alguns ditos "umbandistas" que acreditam que todo espírito que vem na banda é de Umbanda e, portanto, é um ILUMINADO. Mas se são, pergunto eu, porque teriam que EVOLUIR através da CARIDADE, se vemos claramente que os que não mais precisam são poucos, pouco vêm nas bandas e quando vêm têm comportamentos totalmente diferentes da grande maioria? Será que nossos Terreiros são mesmo esse "chão de estrelas" que muitos julgam ser? Ou serão verdadeiramente "TRAMPOLINS" PARA A EVOLUÇÃO ATRAVÉS DA PRÁTICA DA CARIDADE?

E mais: Será que os "iluminados" têm mesmo que ficar alardeando "suas luzes" e "poderes" (ou pseudo-poderes) como o fito de impressionar as mentes mais necessitadas de tantas fantasias?

O que a EXUMANIA está criando?

"Experts" em Exus e ignorantes em Pretos Velhos, Caboclos, Crianças que volto a afirmar NÃO SÃO ERÊS, mesmo que muitos assim os chamem. E prova disto está na quantidade de tópicos que se abrem sobre Exus, sempre com participações maciças em todas as comunidades do Orkut, por exemplo, e quase nenhuma sobre Pretos Velhos, Caboclos... E mesmo quando são abertos, muito poucos são os que se aventuram a dar seus pitacos.

Por que?

Em primeiro lugar pelo fato dessas entidades não serem tão "envolventes" (tão malandras, em outras palavras) e sim, muito mais sérias em seus comportamentos e ensinamentos - isso não agrada a todos!

Em segundo lugar, que acaba sendo uma decorrência do primeiro, a essas entidades quase não se homenageiam com lendas e pseudo-poderes magísticos, já que aprenderam a trabalhar "na surdina" e sem alardes. São apenas os trabalhadores sérios que não se coadunam com determinados tipos de comportamentos e "idéias", não os incitam e até os combatem quando necessário (estou falando de Caboclos e Pretos Velhos DE LEI e não os que são tão Exus quanto qualquer outro e como eles agem).

Por não serem tão "envolventes" quanto os Exus; por não haver nenhuma lenda que os coloque como "agentes controladores da Natureza e até do universo" (como no caso do "Exu" citado antes); por não poderem ser confundidos quase que sempre com o MITO EXU ORIXÁ dos Candomblés porque são reconhecidamente ESPÍRITOS (o que o pessoal parece não querer ver no caso de Exus); porque são sérios demais em suas determinações ainda que pratiquem um sorrisinho aqui e outro ali, naturalmente não despertam tanta curiosidade na aprendizagem do que gostariam e poderiam ensinar, o que se pode perceber claramente ao visitarmos Terreiros e observarmos a diferença de quantidade dePÚBLICO E DE MÉDIUNS que frequentam Giras de Exus e Giras de Velhos e Caboclos numa grande maioria de Terreiros.

Ainda "girando" pelas Comunidades, vemos aqui e ali o uso daquela velha "frase clichê", o tal de "Orai e Vigiai". Mas o que estamos observando, tendo como um dos exemplos essa EXUMANIA, não é bem isto não - o VIGIAI está muito longe de ser compreendido!

A propósito. Você que nos lê, já observou como cresce o número de "EX"?

Entenda quem quiser e, principalmente quem PUDER!

terça-feira, 1 de julho de 2014

O povo Cigano na Umbanda



São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio da linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula esses elementos através de seu magnetismo espiritual.

Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.

Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Dara, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.

Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.

É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.

Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.

Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.

Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.

Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.

Salve o Povo Cigano!

Símbolos Ciganos

TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.
ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.
FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.
RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.
CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.

Oração a Santa Sara

Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.
Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.
Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.

Muito Axé a todos!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

UEC | Jorge Scritori | Preceitos na Umbanda

Bom dia meus irmãos.

Segue um vídeo muito interessante. Será mesmo que só o banho de descarrego serve? Temos que nos preparar cada vez mais pois existem mazelas que nem os banhos conseguem remover, que cabem apenas a nós mesmos mudar direcionar nossos pensamentos.

Que Oxalá abençoe e cuide de cada um de vocês.


domingo, 25 de maio de 2014

Os 10 maiores erros dos médiuns umbandistas

Compartilho abaixo um texto recebido pela internet da Tenda Espírita Zurykan, do Rio de Janeiro, que acredito traduzir bem o que, infelizmente, ainda ocorre no mundo umbandista.
***


Considero os 10 Maiores Erros dos Médiuns Umbandistas:
Todos os espíritos encarnados da Terra estão em diferentes patamares de conhecimento, evoluções espiritual e de entendimento para com a vida. Vamos enumerar os erros mais freqüentes praticados pelos irmãos umbandistas, que muitas vezes os praticam por desconhecimento e até por ingenuidade.
01- Não procurar se doutrinar na literatura dada pelos espíritos superiores, pois estudando evitamos que precise a cada vez que se comunique, trazer os conhecimentos da espiritualidade, e não precisando lavrar a terra de nossa cabeça, sobrará maior tempo para os trabalhos práticos de cura e de caridade.
02- Achar que as entidades tudo podem e a tudo podem interferir em matéria de pedidos, muitas vezes absurdos, como uma dor no dedo do pé ou um câncer adquirido após anos tragando o doce veneno do cigarro.
03- Estar em uma “corrente” observando a assistência ou desligado dos trabalhos que estão em andamento.
04- Achar que tudo necessita de um trabalho com velas, comidas e cachaças, sem lembrar-se que o maior trabalho é o mental, juntamente com seu adiantamento moral. Perguntando todo dia, o que eu fiz hoje que agrade a Deus.
05 - Achar que as entidades de Exu são seus compadres e amigões, esquecendo que eles são policias, juízes, promotores do Astral, comandantes de falanges e chefes de estado, portanto, espíritos que devem e requerem de nossa parte muito respeito.
06 - Sentir-se na posição de superior em relação aos “não-médiuns”, por ter dons que Deus lhes deu para trabalhar o seu adiantamento pessoal, moral e intelectual, e não para se sentir superior a quem quer que seja, pois toda mediunidade é uma responsabilidade enorme e exige modificações na vida pessoal de quem a exerce.
07 - Não compreender que ao ingressar em uma “corrente”, os mesmos devem entregar-se de corpo e espírito ao trabalho dos pais maiores, desvinculando-se do exterior, por que na maioria das vezes 2, 3 ou 4 horas de uma semana de 168 horas, o que nos sobra 164 horas para os afazeres cotidianos.
08 - Confundir os Orixás com os Santos.
09 - Achar que Umbanda existe para resolver seu problemas particulares, como arrumar, emprego, resolver sua vida sentimental e etc. A Umbanda pode melhorar seu campo vibracional, fazer com que você melhore como ser humano e resultando assim na melhora de sua vida como um todo e mudando seus valores sobre a sua existência.
10 - Misturar Umbanda, Candomblé, Kardecismo, Catolicismo, etc. Devemos sim ter uma base sólida na Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas, propagada pelo médium Zélio de Moraes que nos ditou os preceitos da verdadeira Umbanda nascida no Brasil. Podemos sim nos instruirmos com o que há de melhor em outras religiões, pois Moisés nos ensinou o que não fazer, Jesus nos ensinou o que fazer e o plano espiritual e a Umbanda nos ensinou por que fazer; então, devemos praticar a genuína Umbanda de nosso pai Tupã .
Saravá Umbanda!


Texto disponível em: http://umbandaeucurto.com/umbandas/2014/cotidiano/os-10-maiores-erros-dos-mediuns-umbandistas/#.U4H6LPldWSq

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nos Bastidores dos Terreiros: Ser Dirigente Espiritual é Fácil?



Muitas vezes me pego a refletir sobre isso, e fico observando as pessoas, dentre elas médiuns e consulentes e eu acho que as pessoas pensam que ser dirigente é um parquinho de diversão. Pois acreditem não é não, o dirigente lida com espíritos encarnados e desencarnados, lidar com o ser humano não é fácil. É as cobranças do dia a dia, a rotina, as responsabilidades da vida pessoal, família, trabalho mais as responsabilidades espirituais, obrigações, preceitos, aplicação de disciplina, doutrina e mais e mais.

As pessoas chegam no terreiro, tudo bem organizadinho, limpinho, não faltando nada, o dirigente sempre muito cortês e amigável, que maravilha. Mas se ele um dia estiver de pá virada, ah que dirigente mal educado, o dirigente estava calado, o pai e a mãe estavam emburrados, mas ninguém parou para pensar do porque o dirigente aquele dia não estava bem. Muitas pessoas acham que quando um médium se torna um dirigente espiritual é um término na realidade é um início uma sina uma missão que apenas está começando, o médium passa por experiências, desenvolvimentos até que ele consiga chegar numa afinidade e sintonia com suas entidades plena, até o ponto que é dada essa missão e isso não se consegue facilmente há muita dedicação, desprendimento, doação, caridade e fé e isso ao contrário do que muitos pensam não se consegue com um papel na mão, porque um diploma por exemplo não irá te dar essa bagagem essa afinidade, hoje em dia vemos pessoas ostentando diplomas de dirigentes e muitas delas na realidade nem sabem nada sobre suas próprias entidades como saberão lidar com as entidades de seus filhos?

Certa vez me perguntaram você tem saudade de quando você era uma filha de santo, eu disse nunca deixei de ser, mas sinto saudades do tempo em que não tinha tantas responsabilidades.

Todo mundo pensa que paciência e tolerância deva ser infinita, confesso que tenho bastante, para mim como dirigente sempre é muito difícil ter que retirar um filho de santo da corrente e dizer um NÃO, mas infelizmente alguns médiuns parecem que gostam de testar essa tolerância de seus dirigentes.

Perdi a conta de quantas e quantas vezes ouvi médiuns dizerem meu dirigente me tirou do terreiro, "EU NÃO FIZ NADA", pode ter certeza ele realmente NÃO FEZ NADA.

Um dirigente lida constantemente com espíritos e podem ter certeza que os espíritos não gostam de brincadeiras com eles, e eles cobram dos dirigentes doutrinas e posturas. Tem médium que chega no terreiro, parece que está numa pista de corrida, numa competição de quem incorpora primeiro, o espírito está uns dez metros de distância e ele já está lá na frente do altar, saracoteando, e o guia fica ali olhando de longe, só observando, extremamente anímico e muitas vezes chegando ao absurdo de uma mistificação e dá-lhe caras e bocas, tem horas que chega ao absurdo de esquecerem de interpretar se esquecem que estão ali com o suposto guia e você olha para o rostinho lindo do médium e ele desvia o olhar. Nossa para que isso? Muitos perguntarão, A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO. Aí muitos dirão o dirigente tem que corrigir, SIM TEM, o GUIA CHEFE TEM QUE DOUTRINAR, mas muitas vezes essa correção vem justamente em deixar esse filho ERRAR, principalmente quando esse filho já foi avisado, sabe aquela frase O SOFRIMENTO ENSINA, pois é ela cabe perfeitamente neste quesito. Mas uma hora a casa cai L I T E R A L M E N T E. E tipo... ou se conserta ou CONSERTA. Muitos até mais rigorosos dirão TIRA DO TERREIRO, mas como se diz uma casa espiritual não é para os SÃOS e essas pessoas precisam de ajuda e amparo, mas como tudo na vida tem limites.

O que muitos nem suspeitam é que muitas vezes o dirigente na sua rotina do dia a dia se depara lá com um guia, e o mesmo lhe diz olha fulano, olha o que está fazendo, cobra a orientação e a doutrina. Ou vocês pensam que os guias não se posicionam em relação a certas condutas. Isso é claro quando o zelador tem o dom da vidência.

Outra coisa que precisa ser esclarecido porque muitos tem uma visão bem errônea a respeito, o terreiro É DO PAI DE SANTO, NÃO é SÓ DO PAI DE SANTO, é de TODOS. Tem filho que acha que o dirigente tem que ficar correndo atrás dele avisando do que precisa e do que não precisa para o terreiro, vejam isso não é obrigação do dirigente é OBRIGAÇÃO DOS FILHOS DE SANTO, muitas vezes o dirigente avisa, para ter mais facilidade na organização, mas vamos deixar claro que isso não deve ser visto como regra.

Tem filho de santo que chega para uma confraternização na casa, uma festa de Oxossi, de Exu eteceteras, se ele chega e não tem nada, sai metendo a língua no dirigente e dizendo como pode isso, o altar não tinha flor, faltou a fruta do caboclo, a vela, nossa passei vergonha, levei um amigo e não tinha nada. Mas na grande maioria das vezes esse mesmo médium que julga e crítica é o mais sovina da tchurma. Sua geladeira tem cerveja, mas a fruta do Oxóssi, ahh Pai tô duro sem dinheiro. Mas quando precisa... hahahaha lá vem ele com a cestinha de frutas. E o zelador vai vendo tudo isso e pensando a cá com seus botões.

Fora outras mazelas humanas, como a inveja, a fofoca, o ciúme, o puxar de tapete, os puxa saquismos destrutivos e mais eteceteras.

E o dirigente de forma alguma pode ficar ABORRECIDO.

Se ele ficar ele não PRESTA MAIS.

Fora que existe aqueles filhos POSSESSIVOS, o TERREIRO É SÓ DELE E DE MAIS NINGUÉM, boicota a própria casa afastando as pessoas da mesma com o mal tratamento e a descortesia.

Aí um dia o dirigente está na rua passeando e encontra aquela pessoa que não está indo mais na casa, e conversa vem e conversa vai, ai sai a PÉROLA, desculpa mas adorava seu terreiro mas deixei de ir devido a MÁ EDUCAÇÃO DE FULANO, e o dirigente NÃO PODE FICAR BRAVO, SENÃO ELE NÃO PRESTA. KKK

Gente as vezes eu acho que deveria haver estágios como há nas empresas para alguns filhos de santo, deixar certos filhos de santo, como zeladores por uma semana, só para que eles sintam como é ser um DIRIGENTE, pode ter certeza muitos não passariam de um dia.

DIRIGENTE ESPIRITUAL TEM FÉRIAS?

Não. Não tem. Só se ele desligar o celular, o telefone, e viajar sem dar endereço.

Mas se ele fizer isso ELE NÃO PRESTA MAIS...

Por isso pessoal, ser dirigente espiritual exige DOAÇÃO, AMOR, FÉ, CARIDADE E MUITA VONTADE E PRAZER EM SE CUMPRIR SUA MISSÃO, caso contrário muitos ficam no meio do caminho, DESISTEM, se desgostam, fraquejam ou simplesmente optam por não sofrer mais. Conheci dirigente que simplesmente abandonaram a missão devido ao desgosto de lidar com o ser humano.

Muitos falarão falta de AMPARO ESPIRITUAL, nem sempre. Muitas vezes as próprios guias respeitam o livre arbítrio do dirigente percebem que aquele dirigente não está tendo forças para cumprir essa missão.

A missão de dirigente é muito bonita, é lindo ver um guia nascendo em suas mãos, aquele médium que nunca incorporou ter o sopro do guia através dos guias chefes do seu terreiro, ver aquele caboclo, aquele preto velho chegando e trazendo suas bênçãos, não tem preço que pague essa sensação e gratificação.

Mas ser dirigente, pode ter certeza, NÃO É LOUVOR, GLÓRIA, é uma sina, uma missão, muitos tentaram mas poucos chegarão no final.

Seu dirigente espiritual é um bom dirigente?

Você o admira?

Você tem amor por ele?

Então faça por merecer sua mão sobre sua cabeça, e tenha respeito, amor e consideração.

Por Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mecanismo de Incorporação - Mediunidade na Umbanda

Boa tarde meus irmãos.

Segue abaixo um vídeo super interessante, que explica a mecânica da incorporação, como o nosso guia atua quando está incorporado. Vale a pena assistir e cada vez mais agregar conhecimento.








Luz e paz a todos.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O que devemos perguntar aos espíritos?

O QUE DEVEMOS PERGUNTAR AOS ESPÍRITOS?





288. PERGUNTAS AGRADÁVEIS OU DESAGRADÁVEIS AOS ESPÍRITOS:


1. Os Espíritos respondem de boa vontade às perguntas que lhes fazemos?
— Depende das perguntas. Os Espíritos sérios respondem com prazer às que objetivam o bem e os meios de vos fazer progredir. Não dão ouvidos às perguntas fúteis.

2. Basta que uma pergunta seja séria para ter uma resposta séria?
— Não. Isso depende do Espírito.
— Mas uma pergunta séria não afasta aos Espíritos levianos?
— Não é a pergunta que afasta os Espíritos levianos, é o caráter de quem a faz.

3. Quais as perguntas particularmente desagradáveis para os Espíritos bons?
— Todas as que são inúteis ou feitas por curiosidade e para experimentá-los. Então eles não respondem e se afastam.
— Há perguntas que desagradem aos Espíritos imperfeitos?
— Somente aquelas que possam pôr-lhes à mostra a ignorância ou a mistificação, quando estão procurando enganar. Fora disso, respondem a tudo sem se preocuparem com a verdade.

4. Que pensar das pessoas que só vêem nas comunicações espíritas uma distração ou um passatempo, um meio de obter revelações sobre questões de interesse pessoal?
— Os Espíritos inferiores gostam muito dessas pessoas que, como eles, gostam de se divertir, e ficam satisfeitos quando as mistificam.

5. Quando os Espíritos não respondem a certas perguntas é porque não querem ou por que uma potência superior se opõe a certas revelações?
— Uma coisa e outra. Há coisas que não podem ser reveladas e outras que o Espírito não conhece.
— Insistindo-se bastante o Espírito acabará por responder?
— Não, o Espírito que não quer responder pode retirar-se sem dificuldade. É por isso que convém esperar quando vos mandam e sobretudo não insistir para obter resposta. Insistência por uma resposta que não vos querem dar é um meio certo de ser enganado.(5)

6. Todos os Espíritos estão aptos a compreender as perguntas que lhes fazem?
— Longe disso. Os Espíritos inferiores são incapazes de responder a certas perguntas, o que não os impede de fazê-lo bem ou mal, como acontece entre vós.

Observação de Karedc: Em certos casos,e quando for útil, acontece muitas vezes que um Espírito mais esclarecido ajuda um Espírito ignorante e lhe assopra a resposta. Isso se reconhece facilmente pelo contraste da resposta com as demais, e também porque freqüentemente o próprio Espírito o confirma. Mas isso só acontece com os Espíritos ignorantes de boa fé, jamais com os que fingem saber.