terça-feira, 29 de setembro de 2015

Mediunidade e Umbanda






A mediunidade é uma das formas utilizadas pelo Astral para evolução material e espiritual do ser e da humanidade, pois sendo uma capacidade natural que todos nós temos, em graus e tipos diferentes de servimos de veiculo de comunicação entre planos de vidas diferentes. Essa disposição orgânica pode ficar latente a vida toda, mas quando aflora, traz normalmente com ela alguns sintomas que nada tem haver diretamente com seu aparecimento, e sim, com desequilíbrios já sentido e manifestado pelo médium de forma mais suave, mas que o incomoda de qualquer forma.

Acontece é que, quando a mediunidade aflora, nossa sensibilidade, psíquica, emocional e energética fica mais sutil e conseqüentemente mais impressionável, nos incomodando e desequilibrando ainda mais. E se não bastasse esse desequilíbrio, juntam-se a ele outros fatores como: a falta de conhecimento, o medo do novo (desconhecido) que agravam ainda mais o problema, dando o tão conhecido e mal afamado “desequilíbrio mediúnico” que pode causar imensos transtorno na saúde, psíquica e emocional do médium, que pode repercutir também na sua vida sentimental e profissional, devido ao desequilíbrio acentuado.

Muitas vezes por desconhecimento desta causa muito procuram ajudas médicas, onde são receitados fármacos fortíssimos, chegando algumas vezes, inclusive a serem internados em clínicas especializadas para tratamento devido a uma ação mediúnica desequilibrada.
Assim, o novo médium precisa aprender a se reeducar física, psíquica, emocional, espiritual e moralmente, pois através de uma maior compreensão de si mesmo e de um pouco de estudo passa a adequar seu comportamento a sua nova condição, criando assim uma nova vibração energética, que deixará de ressoar com energias nem sempre boas de pessoas e ambientes aos quais freqüenta, afastando-se de influências espirituais danosas, para começar se conectar com freqüências espirituais mais elevadas, que o ajudam no seu reequilibro.

Normalmente o novo médium é aconselhado a desenvolver (educar) sua mediunidade, mas antes de começar, deverá procurar um local íntegro e onde ele se sinta afinizado, para que não venha depois a desistir por incompatibilidade com as regras estabelecidas.
Sentir-se bem numa casa de trabalho espiritual, já é um forte indício, que seu caminho de desenvolvimento pode estar por lá. Mas atenção, quando estamos em desequilíbrio espiritual, muitas vezes somos induzidos a sentir-se mal sempre que uma ajuda efetiva poderá se realizar.

Sabendo que a mediunidade é uma faculdade que se assenta no mental do médium, não no cérebro, e sim num campo eletromagnético que nos permeia, o novo médium e não só, devem vigiar seus pensamentos, para que com pensamentos claros e elevados, vá moldando seu caráter e sua energia, a fim de se conectar de forma melhor com seus mentores espirituais. Pois é através do que irradiamos pela mente que as conexões espirituais se criam, assim como um pensamento luminoso se conecta e atrai forças do alto, pensamentos de baixo teor nos conecta e atrai forças do em baixo. Criando assim laços magnéticos que tanto podem auxiliar o médium, como no primeiro caso, como também podem criar laços obsessivos que em muito compromete a vida do médium em todos os sentidos.

Há vários tipos de médiuns: os clariaudientes, clarividentes, sensitivos, videntes, psicografos e mais algumas dezenas de outras formas conhecidas, mas na Umbanda se dá o predomínio da mediunidade de incorporação, visto que nossos trabalhos são baseados nesse tipo de mediunidade, o que não quer dizer que outros médiuns dotados de um tipo de mediunidade diferentes não sejam aceitos dentro de uma corrente e até estimulados a usarem de sua sensibilidade em favor da nossa Umbanda.
Incorporação

Muitos acreditam que durante um processo de incorporação, o espírito do médium sai de seu corpo, e fica sei lá a onde, enquanto o espírito da entidade assume seu corpo para trabalhar. Essa idéia além de fantasiosa, é também intimidante, pois não é agradável saber que nosso espírito anda “solto”, “perdido” algures no espaço. Felizmente hoje essa idéia começa a perder espaço na mente das pessoas, cada vez mais elucidadas sobre a espiritualidade.

Essa confusão acontece porque no início das manifestações mediúnicas, ou melhor, quando as pessoas começaram a prestar atenção nestas manifestações, tudo era muito novo. E para que os médiuns não interferissem nos novos ensinamentos que eram transmitidos pela espiritualidade maior, os médiuns precursores das boas novas espirituais eram dotados de uma mediunidade cada vez mais rara nos dias de hoje que é, a mediunidade inconsciente. E com nossa Umbanda não se passou de forma diferente. Os pioneiros de nossa religião quanto entravam em transe e eram “tomados” pelos seus Guias ou Orixás e nada viam ou sentiam, ou melhor, não se lembravam, ficando como que adormecidos durante o transe. Esse método utilizado pelo Astral era para que se tornasse mais fácil, explicar e conduzir os novos ensinamentos, preparando o terreno para os novos tempos que já se vislumbravam. Com o passar dos anos, e com os ensinamentos básicos já assentados, a inconsciência deixou de ser necessária, para que os médiuns aproveitassem os ensinamentos transmitidos.

Pois na realidade, a incorporação, trata-se do processo de conexão entre os corpos energéticos, o do médium e o da entidade, é uma acoplação por afinidades energéticas, onde uma entidade se liga no campo magnético do médium e ao seu perispírito, criando assim, uma união que assumirá parcialmente o comando dos pensamentos e ações do médium, ou seja, duas pessoas unidas espiritualmente que trabalham em conjunto, auxiliando-se mutuamente e doando o que há de melhor em cada um, sem contudo deixarem de ser quem são.

Durante o transe, o médium deixa-se passivo e é incorporado pelo seu guia, e tudo ouve e tudo vê, mas quando seu guia é instado a responder ou agir, ele faz de forma imediata, sem que o médium tenha tempo de pensar sobre o que está sendo falado ou feito.
Após a subida da entidade, é normal que o médium tenha alguns lapsos de memória e não se lembre inteiramente do que viu e ouviu, perdendo também a noção do tempo durante o transe mediúnico.


Com o passar do tempo o médium fica cada vez mais inconsciente durante os trabalhos, o que não significa que ele perca toda a sua consciência. Pois são raros os médiuns totalmente inconscientes.


Salve o Astral, Salve a Umbanda!
Autor: Heldney Cals

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Erês - Características, nomes e imagens




Ibeijada, Yori, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.Quando chegam no terreiro transformam o ambiente em pura alegria.

YORI: um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. Esse termo, assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através do Movimento Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo este vocábulo através do alfabeto Adâmico, temos: A Potência Divina Manifestando-se; A Potência dos Puros.

BEIJADA: Nome dado no Brasil, às entidades que se apresentam sob a forma de crianças. São, conforme a crença geral, nos cultos afro-brasileiros e na Umbanda, as falanges dos Orixás gêmeos africanos IBEJIS

IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) Orixás gêmeos africanos que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.
DOIS DOIS: Nome pela qual são designados os santos católicos Crispim e Crispiniano; os santos Cosme e Damião; o Orixá africano IBEJI e a falange das crianças na Umbanda.

ERÊ: Vem do yorubá iré que significa “brincadeira, divertimento”. Existe uma confusão latente entre o Orixá Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade. Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião. Erês, Crianças, Ibejada, Dois-Dois, são Guias ou Entidades de caráter infantil que incorporam na Umbanda.





São espiritos naturais, que jamais passaram pelo processo de encarnação, encantados da natureza, seres de imensa luz e sabedoria, que utilizam da roupagem infantil para nos trazer sabedoria através de um sorriso.

No decorrer das consultas vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles. Por apresentarem aspecto infantil podem não ser levadas muito a sério, porém o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos. O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos. Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos. Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô.



Nomes :

Rosinha, ---> Da Cachoeira, Do Jardim, etc ...
Mariazinha ---> Da Praia, da Beira da Praia, etc ..
Ritinha, 
Pedrinho ---> Da Praia, da Pedreira, etc...
Paulinho,
Joãozinho,
Francisquinho, 
Cosminho,
Crispim,
Flechinha,
Estrelinha,
Damiana,

etc...





Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.

A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji, à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe.


Comem : bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas.


Velas: Cor-de-rosa, azul claro, brancas.
Flores: Rosas brancas e cor de rosa, flores do campo
Frutas: Uva, pêssego, goiaba, maçã, morango, cerejas, ameixas.
Comidas: Doces, Frutas, Arroz Doce, Cocadas, Balas, Bolo
Bebidas: Guarané, Suco de frutas
Portais de Cura: Flores, quartzo rosa e azul, mel, velas branc

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Você precisa desenvolver sua mediunidade, senão sua vida não vai melhorar

Esta é uma frase muito ouvida dentro dos Templos de Umbanda e igualmente mal compreendida. Muitas vezes, quem a ouve chega a pensar que esta mediunidade é uma maldição em sua vida, que é uma praga ou um “karma”, enquanto a mediunidade é um dom e uma benção desconhecida.
A mediunidade é algo que o ser conquista ao longo de várias encarnações e o problema na vida não é o “ter” a mediunidade e sim o “não saber” como lidar com ela. E, claro, a mediunidade pode ser trabalhada de diversas formas, em lugares e filosofias diferentes de acordo com sua afinidade, mas é comum que os afins se atraiam e muitos que são afins com a Umbanda são atraídos para ela sem saberem que esta afinidade é algo real. 
Muitas vezes a Umbanda é seu lugar, mas nem sempre o Templo que lhe acolheu é o seu lugar dentro da Umbanda. Muitas vezes a Umbanda é um lugar desconhecido dentro de você e não um local físico a ser encontrado. Nem sempre o primeiro Templo que nos acolhe será a sua “casa” dentro da Umbanda. E como a virtude NUNCA pede recompensa, não existe dívida por caridade recebida, apenas o sentimento de gratidão e a liberdade de procurar seu Templo interno e externo, aquele que melhor puder lhe acolher de acordo com sua simpatia, empatia e afinidade.
A Umbanda lhe ensina a seguir seu coração; é um caminho de amor e liberdade, no qual não cabe o medo e a obrigação como peso para sua alma que venha a lhe acorrentar a uma situação ou lugar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Os objetos ritualísticos na Umbanda



Uma das principais coisas que chama atenção nas pessoas que vão pela primeira vez num Terreiro é ver os médiuns envoltos por colares e pulseiras de tudo que é cor. Mas poucos sabem a tamanha importância que têm estes “estranhos objetos”.
O colar denominado na Umbanda de guia é uma peça fundamental, formada por contas de cristal, tem como objetivo proteger o médium de qualquer má influência ou vibração. O cristal, como a maioria sabe, é um grande condutor de energia; quando preparado e magnetizado pelo Guia do médium será sempre a proteção durante os seus trabalhos.
Um médium vidente pode observar que, durante os trabalhos, quando as guias são ativadas pelas entidades, elas brilham formando um campo de proteção em volta do médium. Ao contrário do que dizem, as guias não são para os mentores mas sim para o médium.
Deve ser feita sempre de cristal ou vidro e nunca de plástico, pois o plástico é isolante, não absorve e nem repele energias. Existe todo um processo especial na preparação das guias, mas não vou aqui relacionar por que cada guia tem o motivo de estar sendo preparada e é uma coisa individual e particular de cada médium. Por isso, é melhor que a própria entidade ensine como se deve preparar.
O mesmo objetivo de proteção também é destinado aos cocares, chapéus, etc.  O giz usado na Umbanda é denominado de Pemba, que é também de grande importância e fundamental em todos os trabalhos. Há quem diga que “médium que não tem Pemba no Congá, não é médium”.  O “pó mágico” como dizem outros, quando “cruzado”, ou seja, magnetizado pela entidade, se torna um grande fixador de energias.
É utilizado para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos, vibrações, etc., diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele; é quando a pessoa às vezes começa sentir sono, o corpo vibrar, arrepios, etc. Isto ocorre devido a ligação direta que está tendo com determinado Guia ou energia ali fixada.
É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas.
Texto extraído do Jornal de Umbanda Sagrada – JUS

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Mediunidade Consciente x Mediunidade Inconsciente



Os atabaques retumbam no ambiente trazendo vibração ao corpo de todos que ali estão. As entidades no plano astral se aproximam e vão criando laços energéticos entre seus corpos astrais e o duplo etérico do médium.  O brado anuncia a chegada do Guia-chefe da casa espiritual enquanto os outros médiuns esperam a permissão para cederem ao transe mediúnico. Em um canto do Terreiro, um médium sente todas essas sensações pela primeira vez, e um impulso em ajoelhar-se, bradar e mexer as mãos. Eis que se manifesta seu Guia espiritual, trazendo o neófito a uma nova realidade. O médium novato está assustado, pois achava que após o transe da incorporação ele perderia a consciência e entraria em uma espécie de sono, mas ali está ele, presente, ouvindo tudo, vendo tudo, sentindo tudo. E, nesse momento, a insegurança o acomete e ele pergunta: “Sou eu ou o Guia? Quando eu serei inconsciente?”.
Então, eis as respostas para estas duas perguntas: são os dois e NUNCA!
Os médiuns inconscientes clamam por presenciar os trabalhos e os conscientes clamam por apagarem. Incrível, não? A gente nunca está satisfeito com nada!
Ser inconsciente não indica grau de evolução: apenas é uma forma de manifestação mediúnica, muito rara hoje em dia, e com os dias contados. A espiritualidade determinou que é necessário que o médium aprenda e participe. Já passou da hora de assumir um pouco da responsabilidade. De que adianta o Guia se manifestar inconscientemente e fazer todo o trabalho e o médium continuar em estado de letargia?
No princípio era necessária a manifestação física, as provas e tudo mais para fundamentar a religião. Com o espiritismo ‘kardecista’ também foi assim, através das mesas girantes e das materializações. Mas tudo evolui, e chega o momento em que devemos deixar as provas de lado e ter fé. No começo, até mesmo para evitar que o médium interrompesse as manifestações mais ‘pirotécnicas’, era necessário apagar a consciência do individuo. Mas hoje é assim? De forma alguma.
Em um mundo moderno, cheio de recursos e informações, devemos prezar pela busca constante de entendimento e conhecimento. Então, não tema em ser um médium consciente: apenas confie e se deixe levar, com caráter e bom-senso. Quer se tornar um bom médium? Então se torne um bom ser humano. Estude, pratique a caridade, procure trabalhar a reforma interior, estabeleça metas e objetivos, aprenda a perdoar. Tudo isso auxilia no processo mediúnico, mesmo que nesse momento você esteja apegado a fenomenologia.
Um de meus mentores diz sempre, não basta só incorporar um espírito é preciso incorporar os valores que esse espírito carrega.
Por Douglas Rainho

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Flores na umbanda

Vamos falar um pouco sobre as flores, esses elementos da natureza cuja ação renovadora, regeneradora e filtradora, muitas vezes passa despercebida de nossa atenção.

Vemos as flores presentes nos rituais religiosos, de magia, nos preparos fitoterápicos e nos ritos fora das religiões, como motivos de alegria, comemorações ou saudade no caso dos ritos fúnebres.

Dentro do uso terapêutico, as flores tem também importância relevante. Basta lembrar da compilação da essência de flores, os famosos florais, em várias versões: Bach, Minas, Brasileiros, etc.  De uma forma mais simples, podemos usar as flores naturalmente em nossos vasos ou em arranjos florais, em nossas casas como enfeites mágicos; poderosos limpadores, reguladores energéticos e filtros harmonizadores.

Quero destacar o uso das rosas, cuja energia viva de amor é sentida até pelos corações mais endurecidos. É sempre muito positivo ter vasos com rosas em casa, ou mesmo vasos de flores do campo ou crisântemos.  Há sempre aqueles comentários populares de que crisântemos são flores que enfeitam a morte, portanto não devemos ter em casa. No entanto, eu digo o contrário: essa flor tem uma poderosa energia curadora, filtrando e curando toda energia enfermiça, transmutando-as em energia sutilizada, pronta a ser recolhida pelos canais astrais competentes.

Já falamos nessa coluna, mas sempre é bom repetir: uma magia só tem efeito quando consagrada. A magia se faz presente na simplicidade, e também no simples ato de decorar a casa com flores. Não custa nada ao colocar suas flores em sua casa, consagra-las às forças astrais superiores, dentro de sua crença, sua religião ou simplesmente à Mãe Natureza.

Um exemplo de consagração bastante simples é esse:


Espalme suas mãos sobre as flores, eleve seu pensamento ao Pai Criador, à Mãe Natureza, Mãe Terra, Mãe Água, às Divindades das Flores, aos Sagrados Gênios da Natureza habitantes das dimensões florais, e peça-lhes que consagrem essas flores para que elas sejam força viva, ativa e atuante em sua casa, filtrando toda energia negativa e transmutando-as em força de harmonia, cura, equilíbrio, paz e tranqüilidade. Assim seja e assim será.

Quando essas flores murcharem, nada de jogar no lixo. Separem suas pétalas e coloque-as num saco de papel (pode fazer alguns furinhos no saco para facilitar a ventilação), em local ventilado e ao abrigo da umidade. Depois de secas, são ótimas para banhos e defumações.

Algumas definições sobre flores (uso para banhos, defumações e adorno mágico):

Rosas brancas: a força da fé, cristalizadoras da religiosidade, fortalecem a intuição.

Rosas amarelas: a certeza, o caminho a ser seguido, fortalece as decisões.


Rosas vermelhas: a força do elemento feminino, fortalece a auto estima.


Rosas cor-de-rosa: ótimo filtro para locais em desarmonia, calma e resignação.


Calêndula: energia revitalizadora, também é um ótimo anti-alérgico.

Camomila: energia calmante, é um ótimo digestivo e clareia os cabelos.

Saúde, sucesso, muitas flores e muita magia natural!

Luz e paz a todos!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Exus precisam beber?



Pergunta: O pai poderia discorrer um pouco sobre o uso da bebida pelos Exus? É necessário que se beba durante o atendimento? E por que vemos médiuns beberem tanto em alguns trabalhos?

Guardião Seth: Quando falamos da água ardente, pinga, marafo ou qualquer outra denominação para a bebida ingerida durante os trabalhos com o que ainda de forma erronea entendem sobre o termo EXU ou vulgarmente chamados de ESQUERDA, devemos atentar para os seguintes pontos filho:

- MÉDIUNS DESPREPARADOS: Sempre abordamos este ponto em nossas reuniões, pois a conotação de que EXU é do diabo cresceu graças a estas figuras dentro dos terreiros que eventualmente também eram casas despreparadas para o mediunato da Umbanda. Na crença de que EXU pode tudo e faz tudo o que quer era levado em conta o EU POSSO TUDO E FAÇO TUDO O QUE DESEJO, então quem frequentava tais reuniões vislumbrava um palco de exagero e indisciplina, beberagem e leviandade levando o nome de EXU o GUARDIÃO, mas na realidade frequentado por dois tipos de seres levianos: QUIUMBAS que encontravam neste cenário o palco ideal para suas manifestações a troco de cachaça e MEDIUNS DESPREPARADOS que colocavam para fora sua vida mal resolvida por dentro e no meio de tudo isso quem pagava o pato? EXU.

- ELEMENTO VEGETAL: A pinga utilizada nos terreiros nada mais é do que um elemento vegetal que carrega a energia: TERRA, ÁGUA e FOGO pela sua composição e lembrando que no período de formação da cana de açúcar antes que duvidem da palavra deste velho guardião encontramos a ação FOGO no vento solar que fatora todo nosso planeta. Utilizada como elemento de magia não se faz necessário beber-se durante o atendimento, mas como disse nas mãos de um guardião de lei, manipular os elementos "mágicos" vegetais que a contra parte deste liquido nos oferece, tornando-o um grande campo de limpeza energética.

Usamos a pinga nos atendimentos para:

·    Limpar o duplo etéreo de quem estamos atendendo de parasitas que nele estejam alojados

·              Desagregar cascões espirituais ligados a pessoa devido a seu padrão vibratório

·        Efetuar limpezas energéticas de ambientes promovendo uma energia semelhante ( eu disse semelhante) ao vento solar
Como pode ver filho não existe a necessidade de ingestão da bebida em si, mas a manipulação correta magisticamente do elemento.

Pergunta: Mas por que então vemos tantas pessoas agindo de forma errada?

Guardião Seth: Por que falta estudo, conhecimento de causa e acima de tudo conhecer-se a si próprio. A Umbanda virou um teatro, um palco onde um quer devorar o outro sem motivos, somente por fama ou ainda para agregar titulo " O pai ou mãe tal é poderoso" ou ainda " Somente eu posso iniciar, pois este mistério foi aberto somente a mim...", ora filho a Umbanda é uma religião que cultua a natureza e a mesma pertence ao Criador não ao homem, este só a usa em sua passagem e faz isso de forma leviana, basta ver como ele a esta destruindo.

O que falta é estudo, bom sendo e amor a criação, talvez com estas bases possam os MÉDIUNS conhecerem um pouco mais da MAGIA DE EXU e serem mais conscientes de seus atos e compromissos com a Umbanda, deixando de fazer tanta besteira em nome de EXU, mas antes de mais nada levando a bandeira da UMBANDA consciente de sua responsabilidade na formação de opiniões.

Sarava a vossa banda!


Guardião Seth - Canalizado por Géro Maita


Luz e paz a todos.
Este texto foi retirado do site http://espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com.br/

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Rever nossos valores


Nossos corpos sutis de energia possuem consciência e sentimentos e são importantes para a nossa evolução. A nossa saúde física e vitalidade natural são resultados da sintonia do nosso corpo físico com os nossos corpos sutis. 


Portanto quando cuidamos do nosso corpo físico e desenvolvemos sentimentos como amor, compaixão, perdão, fé e tolerância tornamos mais saudáveis. Enquanto o nosso corpo físico é alimentando pela vibração positiva do ar que respiramos e a vibração negativa através dos alimentos que comemos os nossos corpos sutis são alimentados pela energia vital presente no cósmos. 

Quando passamos a reprimir nossos sentimentos, eles permanecem presos em nossos corpos sutis, e logo tomam a forma endurecida em nosso corpo físico, são os nódulos. A energia que foi incapaz... de vibrar. Daí a importância de avaliarmos o nosso estilo de vida. O que vamos fazendo a nós mesmos? Precisamos de rever as nossas atitudes! 

Negar o que nossa personalidade-alma tem necessidade para evoluir, nos deixará sempre doentes. O primeiro passo é aprender a respeitar os limites do nosso corpo físico. Cuidar do templo, a morada de nossa alma. Quando estiver cansado, simplesmente, descanse! Ingira alimentos mais saudáveis, afaste do consumo exagerado de álcool e cafeína. Fique longe das drogas. Reveja os seus valores! 

Rever valores é traçar um novo planejamento estratégico pessoal de vida. Tomar atitudes como: Mudar de emprego, relacionamento, moradia e mudar hábitos. Rever valores é eliminar da sua vida todas coisas que não andam lhe fazendo bem. É cuidar dos seus pensamentos, para eles sejam sempre positivo.



(Randler Michel)

Luz e paz a todos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os perigos da mediunidade

Boa tarde meus amigos, hoje estou repassando um texto excelente retirado do site umbandaonline.blogspot.com




Os perigos e conseqüências da mediunidade mal orientada. A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns. Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação. E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem. Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade. Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos. Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais. É justamente por se tratar de "coisa de humanos" que a religião muitas vezes é deturpada. Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer. Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual. Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos. Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas Sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante. Quando o chefe dos trabalhos "se perde", os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns. As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego.Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela. Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequências do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa. O mesmo vale para quem decide que vai prestar "atendimentos espirituais" ou outros tipos de "trabalho" relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter. Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada. Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão. São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem. A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver... porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para "desenvolver" Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos. A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos. Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas. Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa. Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar, mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores. Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus. A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental. Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa. Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes. É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas. Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura, principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade. Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados. A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura. A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas. É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência. Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico. O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados. Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções. Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

Por Jorge Menezes

Luz e paz a todos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O bom médium...



“O bom médium não é, portanto, aquele que tem facilidade de comunicação, mas o que é simpático aos Bons espíritos e só por eles é assistido.” - “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - Cap. XXIV, item 12.

O bom médium há de ser muito mais que um bom instrumento; acima de tudo, o bom médium é o que conta com a confiança dos Bons Espíritos…

Existem medianeiros que seriam excelentes intérpretes, caso não deixassem a desejar em sua sinceridade de propósito no trato com a mediunidade…

Neste sentido, são muitos os que, embora não portadores de uma mediunidade ostensiva, desfrutam de maior credibilidade moral junto aos desencarnados.

A conceituação de médium carece ser entendida num sentido mais abrangente; em não se rotulando médiuns, muitos acabam por sê-lo mais do que quantos se caracterizam como tais…

Não raro, uma boa intuição vale mais que um comunicado vazado em várias laudas de papel ou, ainda, que uma preleção eloquente através da psicofonia.

Pelo psiquismo dos sensitivos que lhes merecem confiança,  os Espíritos Superiores transitam sem maiores embaraços…

Entre encarnados e desencarnados que se afinizam em suas intenções, a sintonia se estabelece de maneira espontânea e de contínuo.

Ao contrário, entre os que não comungam as mesmas idéias e, sobretudo, os mesmos ideais, o contato mediúnico se sujeita a muitas influências negativas.

Que o medianeiro, portanto, esmere-se em ser não apenas um bom receptor; instrumento mediúnico adequado, na maioria das vezes, é simples questão de exercício, ao passo que médium confiável exige transparência de atitudes…

Nem sempre uma página irrepreensível, do ponto de vista literário, significa filtragem excelente; o espelho que melhor reflete a imagem é o que, além da superfície naturalmente polida, não mostre trincas que a deformem!

Extraído do livro: Pedi e Obtereis - Carlos A. Baccelli - Irmão José (Págs. 233 a 236)

Luz e paz a todos!!!