sexta-feira, 27 de setembro de 2013
IBEJÍ – SÃO COSME E SÃO DAMIÃO - Ou Orixás gêmeos
Ibeji
Ibejí ou Ibejís são os Orixás que
protegem as crianças. Foram sincretizados a São Cosme e São Damião, são
conhecidos na Umbanda como os Orixás de amor e alegria.
Os santos católicos viveram no
oriente e também foram perseguidos por Diocleciano. Historicamente pouco se
sabe sobre eles, sabe-se que eram gêmeos e foram médicos.
Em grego eram chamados de
“anargiros”, isto é, sem dinheiro. Isso porque não cobravam por seus préstimos
e curavam não somente os homens, mas também os animais e pouco se sabe sobre a
morte de ambos.
Os espíritos trabalhadores sobre
a influência de Ibejí, apresentam-se normalmente sob a forma de crianças ou
espíritos de crianças, porém espíritos não têm idade, apresentam-se dessa forma
de modo a facilitar a comunicação com as nossas crianças. Esses espíritos puros
trazem a cura para as doenças e amparam todas as crianças enquanto elas
manterem a inocência.
Seus domínios são os parques,
jardins e grandes gramados. Sua cor é o rosa, os espíritos que trabalham sob a
irradiação de Ibejí são espíritos de grande força espiritual.
Não devemos julgá-los fracos
devido à forma como se apresentam, ou seja, como crianças, depois de Oxalá são
os únicos que dominam totalmente a magia.
Nas obrigações a Ibejí, são
utilizadas velas cor de rosa, flores com tonalidade rosa e sem os espinhos ou
ainda brancas. Também são usados doces como as cocadas, balas, pirulitos,
fatias de bolo, etc. A bebida é a água pura ou então misturada com mel e mais
recentemente são utilizados refrigerantes como o guaraná.
Os santos católicos São Cosme e
Damião são sincretizados ao orixá Ibejí, São Cosme e São Damião são
trabalhadores da linha de Oxalá e pertencem a uma de suas falanges. A eles
podemos pedir proteção contra demandas e malefícios; pedir principalmente
proteção para nossas crianças e principalmente as enfermas.
Ao pedir ajuda a linha de Ibejí,
faça-o com o coração isento de mágoas e amarguras. Por serem extremamente
positivos, afastam-se das pessoas interesseiras, com pensamentos negativos e
egoístas.
Na umbanda Ibeji não chefia coroa de médium, ou seja, não dá filiação como os demais Orixás.
São poderosos aliados das forças
do bem, nada maligno consegue resistir a eles. No mês de Setembro de todos os
anos, os terreiros preparam grandes festas em sua homenagem, procurando desta
forma devolver a eles a proteção e o carinho que nos dispensam, principalmente
aos nossos filhos e as pessoas doentes.
Cor ....................... Rosa e azul
Domínios ............... Parques
e jardins
Atuação ................ Contra doenças e feitiços
Saudação .............. Salve
Elemento ...............Terra
Comentário do Pai de Santo
A linha de Ibejí ou de Cosme e
Damião é uma das mais polêmicas de nossa Umbanda.
Nesse aspecto já vi de tudo,
presenciei bandalheiras de toda espécie e também muita coisa positiva.
A linha de Ibejí, na qual
comparecem os espíritos conhecidos como crianças, são espíritos puros e não
suportam pessoas com maus pensamentos e de má vibração.
Julgá-los fracos devido à
condição em que se apresentam é idiotice, nada vi em toda a minha existência na
Umbanda que pudesse resistir a eles. Na verdade essa linha desamarra qualquer
ponto afirmado na magia negativa e o que eles afirmam, ninguém desamarra.
Certa vez presenciei um
transporte supervisionado por essa linha, no qual um rabo de encruza foi
trazido todo imobilizado pelas crianças, que permitiam apenas que ele falasse
imobilizado no chão.
O rabo de encruza muito matreiro
e incorporado num médium muito forte fisicamente, pediu para que o soltassem,
pois queria ficar em pé e prometeu comportar-se. A criança que chefiava o
trabalho, conhecida como “Maria Aninha” disse ao rabo de encruza:
-Tá bom, vou te soltar, mas se
você não se comportar, te amarro de novo!
Após soltar a entidade, ela
levantou violentamente e esbravejou:
- Agora está como eu quero, agora
vou quebrar tudo!
A Maria Aninha e as demais
crianças não se intimidaram com a ameaça, cercaram a entidade de mãos dadas e
dançando uma ciranda, cantaram o seguinte:
Cosme e Damião
Damião, cadê Doum
Doum está passeando
No cavalo de Ogum.
Quando a corrente começou a
cantar o ponto acompanhado pelos atabaques, o rabo de encruza deu um tremendo
grito, mas foi o grito de alguém que expressou grande dor, sendo em seguida,
violentamente arrancado do ambiente dos trabalhos.
Isso prova que não devemos
julgá-los fracos pela forma como se apresentam. Eles são espíritos puros e
iluminados, nenhum rabo de encruza vai conseguir resistir à tremenda força
positiva que deles emana.
Entre esses espíritos, sem
dúvidas, existem aqueles que ainda mantém a mentalidade infantil e atraidos
pela linha, incorporam nos trabalhos e não é muito difícil identificá-los em
relação aos demais. As entidades que ainda mantém a mentalidade infantil e
normalmente são trazidas por essa linha durante as festas, ficam rodeadas pelas
crianças materiais e as outras não tanto. Nota-se que essas entidades realmente
brincam como as nossas crianças, sendo que as outras permanecem mais dedicadas
à direção dos trabalhos na mesma ocasião.
Alguns videntes sérios que
conheci, me disseram que nesses trabalhos comparecem entidades que se
apresentam na forma de crianças de diversas raças e outras entidades
apresentam-se com a indumentária dos santos católicos e outros com mantos
brancos, rosa ou azul. Essa diversificação mostra que a linha de Cosme e Damião
é composta de espíritos de diversas categorias, mas todos eles de enorme
evolução espiritual.
No aspecto negativo presenciei
trabalhos nos quais o famoso exu mirim dominava os trabalhos, ocasião em que
foram sempre violentos. Mordiam, chutavam e machucavam as pessoas presentes aos
trabalhos.
Não queriam refrigerantes ou
doces, queriam apenas fumar e beber pinga com groselha. Um terreiro que permite
esse tipo de atuação prova que o seu dirigente é mal preparado e ignorante, já
que permite esse tipo de bandalheira dentro de seu terreiro e lá o baixo astral
reina.
Disponível em http://www.nuss.com.br/os-orixas/ibeji.html
Luz e paz a todos.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Eu Estudo, Tu Estudas, Nós Estudamos... Umbanda!
A opção religiosa pela UMBANDA
quase sempre é precedida de muitas manifestações de preconceito, de ignorância
e de intolerância. Em todos os campos de nossa vida em algum momento veremos
pessoas se manifestando contra nossa opção ou querendo entender PORQUE nos
tornamos MACUMBEIROS.
A nossa trajetória espiritual é
individual e intransferível e mesmo assim afeta direta e indiretamente tantas
pessoas e por isso acabamos tendo que nos justificar, nos defender, tentar
explicar essa opção, de foro tão intimo e que nos faz pensar em nosso livre
arbítrio. O criador nos manda a TERRA para sermos felizes e a busca pela
FELICIDADE é uma caminhada onde teremos nossos tropeços, erros, acertos,
duvidas e a UMBANDA não é diferente das outras religiões quando tem como
objetivo levar o ser humano ao seu AUTOCONHECIMENTO, as respostas espirituais
de nossa origem e nossa missão enquanto encarnados. Poderíamos simplesmente
fechar a cara, abrir a boca e dizer “SOU MACUMBEIRO, SOU UMBANDISTA, É UM
ASSUNTO MEU E ISSO NÃO LHE DIZ RESPEITO” e ainda assim não colaboraríamos em
nada na construção da tão sonhada IDENTIDADE UMBANDISTA. Outros não conseguem
se justificar e irão usar o mesmo expediente. Mas aí estão as duas questões
importantes?
Porque temos de justificar nossa
opção?
Porque as vezes não conseguimos
justificá-la e ajudar na construção de uma identidade Umbandista?
Porque nos faltam os ARGUMENTOS!
Porque nos falta o DISCURSO POLÍTICO!
Somos considerados como RELIGIÃO
há mais de 100 anos e nesses mais de 100 anos somos perseguidos. Por sermos
médiuns, por sermos uma religião que mescla influências africanas, por nos pautarmos
pela tolerância e pelo amor fraternal incondicional sem preconceitos, por não
segregarmos, por acolher a todos. Representamos uma ameaça. Estamos
adormecidos. Não reconhecemos a nossa força. E a nossa força está na nossa
organização, está no desenvolvimento e na doutrina de nossos iniciantes, de
nossos jovens para que amanhã, devidamente esclarecidos tenhamos um panorama
mais favorável.
Porém o desconhecimento de nossa
filosofia, de nossos dogmas e da nossa religião beneficia a muitos. Aos nossos
inimigos reais, aos nossos perseguidores e aos FALSOS UMBANDISTAS, AOS FALSOS
SACERDOTES que se utilizam do saber que NÃO TEM para prender na ignorância e na
fé cega aqueles que amedrontados estão na religião por entender que a
MEDIUNIDADE É UM ESTIGMA, UMA DOENÇA, UM PROBLEMA e somos obrigados a
compartilhar de nossa energia numa casa de Umbanda ou Candomblé sob a ameaça de
nossos ZELADORES, ORIXÁS , GUIAS E PROTETORES. Quantos em sua caminhada não
ouviram de algum dirigente mal intencionado a frase” VOCÊ TEM QUE BOTAR BRANCO
OU ENTÃO SUA VIDA NÃO VAI ANDAR, OU SEU GUIA VAI TE CASTIGAR” É preciso buscar
pela VERDADE.
A verdade LIBERTA e nos
possibilita o poder de análise, o senso crítico e a escolha pela direção
correta. A necessidade do estudo religioso é um fato real e isso está latente
em todas as outras religiões, doutrinas e filosofias de vida como a Seicho No
Ie, o kardecismo, a Igreja católica, protestante, etc.
Será que só na Umbanda o estudo
não é necessário?
Será que o umbandista tem maior
capacidade religiosa, cultural, humana, social e espiritual que as pessoas
seguidoras de outras religiões por isso não lhe é necessário o estudo
religioso? Nossa crença por sua origem ancestral e tradição ORAL pauta se na
transmissão de conhecimento, na prática religiosa dentro do templo, vendo,
vivendo e aprendendo tudo. Porém o mundo mudou e a informação hoje está
acessível a todos em todos os níveis. Essa quantidade de informação apenas
INFORMA, portanto não FORMA ninguém e por isso não aceito a forma como EMPRESAS
comercializam o conhecimento espiritual via INTERNET e outros já oferecem
CURSOS SUPERIORES DE FORMAÇÃO DE PAIS DE SANTO. Precisamos repensar a religião
como PROCESSO como CAMINHADA na construção de um saber real e não VIRTUAL.
Por outro lado entendo que hoje
só está na ignorância quem quer.
E VOCÊ? CONHECE SUA RELIGIÃO?
ESTUDA SOBRE ELA?
Por Alex d’Oxalá
Vamos estudar pessoal, conhecimento nunca é demais!!!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Como Encontrar um Bom Terreiro
Irmãos,
Vamos começar falando, então, para quem ainda não conhece a
Umbanda e está com vontade de conhecer e, por ventura, desenvolver sua
mediunidade.
O que você deve fazer, em primeiro lugar, é ver se você já
conhece alguém que frequente um terreiro. Existem vários tipos de terreiro
tocando das mais diversas formas seu ritual e, se você já tem algum tipo de
pré-apresentação, isso será ótimo para evitar surpresas desagradáveis. Sim,
essas surpresas podem acontecer. Como disse, há diferenças nos ritos e há
pessoas que dizem fazer Umbanda para mascarar práticas, digamos, pouco
ortodoxas. E, para ser sincero, eu duvido que você não tenha um amigo umbandista,
mesmo que as escondidas.
Se você encontrar esse amigo, vá com ele. É uma ótima forma
de você não se sentir deslocado e isso facilitará sua vida.
Tendo ou não este amigo, é importante, quando você adentrar
em um terreiro pela primeira vez, que você procure algum dos integrantes da
casa. Geralmente são as pessoas que estão vestidas de branco. Vá sem vergonha,
apresente-se e pergunte como a casa funciona, qual a gira do dia e como você
fará para se consultar. É importante que você vá de coração aberto, sem
preconceitos e que fique atento aos sentimentos que permearão você. Sentindo-se
mal, com um aperto no coração, com vontade de ir embora, simplesmente vá.
Aquele lugar não é para você. Se você se sentir bem, continue. Sente-se se
houver lugar e observe o que conseguir.
Um terreiro de Umbanda é um lugar onde você encontrará uma
série de símbolos, imagens e instrumentos peculiares, como espadas, adagas,
lanças. Não se prenda a essas coisas, observe o que você sente. Participe do
ritual, bata palmas, cante se conseguir decorar as músicas (que muitas vezes
são repetidas várias vezes) e tome seu passe. Depois, quando sair, observe-se.
É sempre importante essa auto observação. Não existem
terreiros ruim ou bons, mas existem terreiros que falam ao seu coração ou não.
O que falar, é para você, o que não falar, não é.
Existe um exemplo muito bom que costumo dar: Nossa casa
trabalha de uma forma e atende as pessoas que se afinam com a forma de trabalho
dos médiuns e dos Guias. Temos uma casa irmã, ou seja, uma casa que é nossa
parceira, onde nós buscamos auxílio quando necessário e para quem oferecemos
auxílio quando necessário. Somos irmãos, somos amigos, mas tocamos Umbandas
diferentes e as pessoas que vão nessa casa, os Filhos de São Miguel Arcanjo,
provavelmente não se adaptariam à nossa, assim como os nossos assistentes
provavelmente não se adaptariam à casa dos Filhos de São Miguel. Isso é
saudável e importante para a Umbanda: se todas as casas fossem iguais, não
atenderíamos a um número muito grande de pessoas e a caridade, a mensagem, não
seria passada.
Outra coisa importante: a Umbanda, a despeito do que possa
parecer, não é milagreira. É uma religião que busca trazer o autoconhecimento,
a evolução moral e isso depende, sempre, de cada um dos envolvidos. Pode ser
que, em um primeiro momento, os Guias até façam algo do gênero com você (tipo
adivinhar algo da sua vida, do seu dia), mas isso não é a regra e nem deve ser:
falar de um problema é a primeira etapa para resolvê-lo e, se você não quiser
falar, o Guia respeitará seu livre arbítrio.
Tento tudo isso em mente, vá para o seu passe. Vá com calma,
observe a tudo e observe-se. Como disse, se você não gostou do que viu, não
julgue o lugar ou o trabalho realizado, o trabalho só não é para você, mas pode
ser que ajude um monte de outras pessoas. Se você gostou, continue
frequentando, com calma as coisas acontecerão a você.
Outra coisa importante: não se impressione se um Guia te
disser que você é médium. Todos os seres humanos são, isso não é algo diferente,
é o comum.
No mais, aproveite a oportunidade!
Fonte: http://www.artefolk.com.br
domingo, 25 de agosto de 2013
O Poder das Sete Ervas
Todos sabem que as plantas e flores embelezam
os ambientes, mas, o que tanta gente desconhece é que elas também transmitem
energias ao ambiente, influenciando à tudo e à todos. Cada planta ou erva vibra
de um modo diferente e particular, mas quando combinadas, podem aumentar seus
efeitos. Exemplo disso são as famosas “sete ervas”. Conheça seus efeitos:
Arruda: é umas das ervas mais poderosas para
combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga
Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época na
colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de
prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo
para reter as energias negativas.
Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um
"campo de força" de proteção, bloqueando
as energias negativas e
emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de
bem-estar nos ambientes.
Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e
os ambientes. É considerado também um poderoso estimulante natural, favorecendo
as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e
vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, "segura" as
energias de inveja, mau-olhado e fofocas.
Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz
tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso
conjunto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Além
deste superpoderes é uma planta muito bonita para qualquer ambiente.
Espada de São Jorge: por causa de suas folhas
pontudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a
inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao
cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade.
Manjericão: Além do delicioso sabor que passa
como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente,
tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as
tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras.
Pimenteira: esta planta combate as energias
pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca,
tonificante e atrai boas energias para o amor.
Luz e paz a todos!!!
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Médiuns Curadores
Médiuns
curadores
175.
Unicamente para não deixar de mencioná-la, falaremos aqui desta espécie de
médiuns, porquanto o assunto exigiria desenvolvimento excessivo para os limites
em que precisamos ater-nos. Sabemos ao demais, que um de nossos amigos, médico,
se propõe a tratá-lo em obra especial sobre a medicina intuitiva. Diremos
apenas que este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que
possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um
gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso
mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí
importante papel; porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade
reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro
tratamento seguido, regular e metódico; no caso que apreciamos, as coisas se
passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos
aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos
médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais
terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o
que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias,
sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser
qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira
evocação. (Veja-se atrás o n. 131.).
176.
Eis aqui as respostas que nos deram os Espíritos às perguntas que lhes
dirigimos sobre este assunto:
1ª Podem considerar-se as pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de médiuns?
"Não
há que duvidar."
2ª Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem; ora, o magnetizador, haurindo em si mesmo a força de que se utiliza, não parece que seja intermediário de nenhuma potência estranha.
"É
um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela
ação dos Espíritos que ele chama em seu auxilio. Se magnetizas com o propósito
de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo
teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe
dá as qualidades necessárias."
3ª Há, entretanto, bons magnetizadores que não crêem nos Espíritos?
"Pensas
então que os Espíritos só atuam nos que crêem neles? Os que magnetizam para o
bem são auxiliados por bons Espíritos. Todo homem que nutre o desejo do bem os
chama, sem dar por isso, do mesmo modo que, pelo desejo do mal e pelas más
intenções, chama os maus."
4ª Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos Espíritos? "
Faria
coisas que consideraríeis milagre."
5ª Há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo simples contacto, sem o emprego dos passes magnéticos?
"Certamente;
não tens disso múltiplos exemplos?"
6ª Nesse caso, há também ação magnética, ou apenas influência dos Espíritos?
"Uma
e outra coisa. Essas pessoas são verdadeiros médiuns, pois que atuam sob a
influência dos Espíritos; isso, porém, não quer dizer que sejam quais médiuns
curadores, conforme o entendes."
7ª Pode transmitir-se esse poder?
"O
poder, não; mas o conhecimento de que necessita, para exercê-lo, quem o possua.
Não falta quem não suspeite sequer de que tem esse poder, se não acreditar que
lhe foi transmitido."
8ª Podem obter-se curas unicamente por meio da prece?
"Sim,
desde que Deus o permita; pode dar-se, no entanto, que o bem do doente esteja
em sofrer por mais tempo e então julgais que a vossa prece não foi ouvida."
9ª Haverá para isso algumas fórmulas de prece mais eficazes do que outras?
"Somente
a superstição pode emprestar virtudes quaisquer a certas palavras e somente
Espíritos ignorantes, ou mentirosos podem alimentar semelhantes idéias,
prescrevendo fórmulas. Pode, entretanto, acontecer que, em se tratando de
pessoas pouco esclarecidas e incapazes de compreender as coisas puramente
espirituais, o uso de determinada fórmula contribua para lhes infundir
confiança. Neste caso, porém, não é na fórmula que está a eficácia, mas na fé,
que aumenta por efeito da idéia ligada ao uso da fórmula."
Texto
extraido do "Livro dos médiuns."
Luz
e paz a todos!!!
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Pontos de Força na Umbanda
Nem os índios nativos nem os povos africanos adoravam a natureza em si, mas sim as potências associadas aos muitos aspectos desta natureza viva capaz de alimentá-los ou castigá-los.
O Ponto de Força é o meio mais natural de sintonizar vibratoriamente, energeticamente e magneticamente os Orixás, afinal sabemos que a maneira mais fácil de chegarmos àquilo que chamamos de imaterial, que representa o Divino, é por meio do material ou físico.
Nesses locais as energias e os magnetismos são mais puros e facilitam o contato com outro lado da vida. São como grandes chacras, vórtices captadores e emanadores de energias, com uma potencialização super elevada e Divina.
Portanto, o umbandista tem o privilégio de ter à disposição, 24 horas por dias, sete dias da semana e 365 dias por ano, os chamados Pontos de Força ou Santuários Naturais, os quais cultuamos, evocamos e entramos em contato mediúnico, energético e vibratório com os Guias e Orixás de forma única e Divina.
A Beira-Mar é um ponto de forças natural e é tido como o altar aberto a todos pela nossa Mãe Yemanjá.
As Cachoeiras são pontos de forças e santuários naturais de nossa Mãe Oxum;
As Matas são pontos de forças e santuários naturais do nosso Pai Oxossi;
As Pedreiras são pontos de forças e santuários naturais de nosso Pai Xangô e de nossas Mães Yansã e Egunitá;
Os Cemitérios são pontos de forças e santuários naturais dos nossos Pais Omulu e Obaluayê;
O Campo Aberto é o santuário natural das divindades regidas pelo tempo, entre as quais nosso Pai Oxalá e nossa Mãe Oyá;
Os Caminhos são os pontos de forças do nosso Pai Ogum;
Os Lagos são os pontos de forças e santuários naturais de nossa Mãe Nanã Buruquê.
As Matas e Bosques à Beira dos Lagos e Rios são os pontos de forças e os santuários naturais de nossa Mãe Obá;
Os Jardins, a Beira-Mar e as Cachoeiras são os pontos de forças dos erês ou encantados da natureza;
As Encruzilhadas são os pontos de forças dos Exus e Pombas Giras dentro da Lei da Umbanda. A Encruzilhada representa um sinal um tanto quanto cabalístico. É a entrada e saída de tudo. Quatro cantos, um apontando para cada ponto cardeal. O centro é a convergência, o núcleo de energia acumulada naquele local, e é um dos Pontos de Forças regido por Ogum. Orixá da Lei que rege os Senhores Exus, e os caminhos da encruza. Representa a ascensão e a queda, o bem e o mal, o livre arbítrio do homem em decidir seu caminho.
O culto aos Orixás, sempre que possível, deve ser realizado nos Pontos de Forças ou Santuários Naturais, porque nesses locais a energia ambiente é mais afim com a deles, e os magnetismos ali existentes dilui condensações energéticas existentes no nosso campo vibratório.
Condensações essas que vamos acumulando em nosso espírito que são prejudiciais ao corpo etérico ou energético, muitas vezes nem nos damos conta disso, e nos tornamos pesados, apáticos, desinteressados.
Lembramos que, há uma troca permanente entre o corpo carnal e espiritual e se um estiver debilitado automaticamente se reflete no outro corpo adoecendo-o e debilitando-o.
O banho de ervas, por exemplo, limpa o espírito por intermédio do corpo carnal.
Já quando os Guias Espirituais recomendam banhos de cachoeira, é porque o magnetismo e a energia ali existentes desagregam energias negativas enfermiças acumuladas no espírito e já internalizadas nos órgãos etéricos do espírito.
Já quando os Guias Espirituais recomendam banhos de cachoeira, é porque o magnetismo e a energia ali existentes desagregam energias negativas enfermiças acumuladas no espírito e já internalizadas nos órgãos etéricos do espírito.
Quando recomendam banhos de mar, é porque a energia salina ali existente cura enfermidades existentes no espírito das pessoas. Também, a água do mar queima larvas astrais resistentes a outros tipos de banhos (ervas, sementes, raízes etc.).
Os santuários naturais não são uma invenção humana, mas sim todos somos beneficiados pelas energias e pelo magnetismo existentes neles. E, se recomendamos a realização periódica de cultos religiosos neles, é porque nesses momentos as energias e o magnetismo específicos deles ficam saturados com os das divindades ali evocadas, e somos beneficiados de forma sensível, pois os absorvemos junto com as energias geradas naturalmente nesses locais altamente magnéticos.
Portanto, se um banho de mar, de cachoeira ou de ervas é bom, se evocarmos a Divindade associada a estes locais, ou aos seus elementos, então ele será ótimo. Divino mesmo!
Saibam que:
- Um culto realizado ao redor de uma fogueira queima miasmas ou larvas astrais e energiza positivamente o espírito das pessoas alcançadas por suas ondas quentes.
- Um culto realizado à beira da água (cachoeira, rio, lagoa ou mar) limpa e sutiliza o corpo energético das pessoas e as magnetiza positivamente. A cachoeira e o mar são geradores de energias, já as ondas do mar descarregam energias. A energia de um rio é irradiante e da pedreira é geradora, já uma pedra irradia as energias geradas pela pedreira. Tudo muito complementar e Divino.
- Um culto realizado nas matas fecha aberturas na aura, sutiliza o magnetismo mental e purifica os órgãos etéricos do corpo energético (espírito) das pessoas, expandindo seu campo áurico, salientado que a árvore é geradora de energias.
- Um culto realizado no tempo, em campo aberto, dilata os sete campos magnéticos das pessoas e as tornam muito “leves”.
- Um culto realizado na terra arenosa densifica o magnetismo mental e concentra as energias das pessoas, fortalecendo-as vibratoriamente.
Percebam que cada local tem sua Divindade, que tanto deve ser oferendada e adorada como deve incorporar os espíritos associados a ela, pois, são membros de suas hierarquias espirituais, todos voltados para nós e imbuídos dos melhores sentimentos para conosco, os seus irmãos encarnados.
Oferendar é um dever religioso, é demonstração de amor, respeito e fé.
Portanto, toda oferenda tem que ser realizada com sobriedade, respeito e reverência, fé e religiosidade (sem ofender a natureza), senão não passará de um ato profano e profanador do santuário natural.
Posturas inconseqüentes, pensamentos dispersivos, conversas profanas, desleixos e falta de sobriedade, não são aceitos como procedimentos religiosos, e quem assim se mostrar a eles está mostrando-se indigno do amor que emanam por nós, seus filhos amados.
ATENÇÃO
- A riqueza de uma oferenda não está na qualidade de elementos, mas sim na intensidade que vibramos nosso amor, respeito e fé pelas Divindades.
- Ao sujar a natureza e esses Sagrados Pontos de Forças, estamos contaminando, obstruindo um chacra energético super potente, e assim sendo, esse chacra começará a emanar energias densas e deletérias.
- A maioria das oferendas, principalmente as oferendas com sentido religioso e consagratória, os elementos materiais ofertado como velas, flores, bebidas, etc., podem e devem ser retirados do local após a louvação à Divindade. Assim, a natureza será preservada e a sociedade respeitará mais a Umbanda.
A oferenda Religiosa é aquela em que o fiel oferenda um Orixá somente no sentido de reverência por amor, fé, devoção, respeito. Mesmo pedindo proteção não ativa os poderes magísticos dos Orixás e Guias.
A oferenda Consagratótia é aquela realizada para obter a imantação permanente dos poderes Divinos em determinados objetos que serão a representação da energia do Orixá. Ou seja, uma pedra, só se transformará em um “Otá de Xangô”, por exemplo, se a pedra for imantada no Ponto de Força especifico do Orixá – nas pedreiras, e isso acontece através de uma oferenda consagratória.
Essa imantação e energia estarão à nossa disposição o tempo todo, onde poderemos direcioná-las para nossas necessidades – é a concessão de poderes dados pelos Guias e Orixás. No entanto, implica em deveres a serem cumpridos religiosamente, pois não basta somente colocá-los no altar e usar quando precisar. Esses objetos deverão ser alimentados, respeitados, cuidados, iluminados, isolados dos curiosos, deverão ser respeitados e entendidos como algo Sagrado.
- Antes de arriar qualquer tipo de oferenda aos Orixás e Guias Espirituais, deve-se oferendar a “Esquerda”.
Exu é o Sr. dos Caminhos, grande Mensageiro, o que tudo permite, portanto nada mais inteligente e respeitoso oferenda-lo primeiro. E mais, Exu é quem abre e fechas as portas, é quem ativa e desativa carmas, é Ele que faz que sejam cumpridas as ordens supremas de Ogum determinadas por Xangô. Além disso, Exu é o Guardião do Ponto de Força em que você vai arriar sua oferenda, então nada mais justo oferenda-lo primeiro pedindo permissão para entrar e sair.
Portanto, o umbandista que conhece e reconhece a verdadeira Força Exu, sabe que Eles estão sempre em primeiro lugar, que sem Eles nada se faz e nada acontece, compreende bem o que estou dizendo “oferendar Exu em primeiro lugar é sinal de respeito e de reconhecimento de forças”.
No entanto é bom frisar que não se oferenda um Exu pessoal e sim o Guardião daquele Ponto de Força e seus falangeiros, por exemplo, se a oferenda é nas matas, antes oferenda-se “o Sr. Guardião das Matas e as Falanges dos Exus das Matas”. A mesma atenção e respeito deve-se ter com as Sras. Pombogiras.
- Outro cuidado importante, é que antes de sair de casa para fazer a oferenda, deve-se tomar um bom banho de defesa e já deixar pronto para a hora que chegar, um outro banho de energização ou fixação na força do Orixá que se oferendou. Além de fazer as firmezas básicas e naturais de um umbandista como por exemplo, a vela do anjo de guarda acesa, triângulo de velas firmadas solicitando a proteção Sagrada, etc.
Sei que esse assunto é muito vasto, mas espero ter clareado um pouco a mente dos umbandistas e levado a importância do conhecimento dentro da religião de Umbanda.
Afinal, UMBANDA TEM FUNDAMENTO. MAS É PRECISO SABER PREPARAR.
Sei que esse assunto é muito vasto, mas espero ter clareado um pouco a mente dos umbandistas e levado a importância do conhecimento dentro da religião de Umbanda.
Afinal, UMBANDA TEM FUNDAMENTO. MAS É PRECISO SABER PREPARAR.
Mãe Mônica Caraccio
Base de estudo: “O Código de Umbanda” de Rubens Saraceni – Ed. Cristali
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